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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Deputado cobra solução para servidores da extinta Sucam

BRASÍLIA

Agência Opinião


O deputado federal Zequinha Marinho (PSC/PA) fez duras críticas ao governo fe-deral ao cobrar uma solução definitiva para a situação em que se encontram os funcionários da antiga Sucam, atualmente Funasa, que combatiam doenças transmissíveis por mosquitos na Amazônia.



O parlamentar explicou que recebeu correspondência dramática de representantes da Comissão dos Intoxicados da Funasa (ex-Sucam), pedindo socorro. “Anexo a carta veio uma lista das vítimas de um crime impune cometido pelo Governo Federal, mais especificamente pela ex-Sucam, atual Funasa'.



Da Tribuna da Câmara dos Deputados, o parlamentar pa-raense disse que o conteúdo da denúncia “é um histórico de negligência médica, abandono de servidores públicos federais à própria sorte, e descaso com o ser humano nesta história que depõe contra um governo que se diz defensor da classe trabalhadora', atacou.



Relatos dramáticos e a-cusações de negligência e descaso contra a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão federal que substituiu a antiga Sucam, chegaram ao conhecimento do deputado há mais de um ano. Na ocasião, 'desta mesma Tribuna reque-remos providências à Funasa para que resolva de forma definitiva o problema destes servidores que, literalmente estão dando a própria vida no duro combate às endemias tropicais como malária, den-gue e febre amarela que assolam os rincões da Amazônia, mas nada foi feito', cobrou novamente o deputado.



De acordo com o parlamentar, “já é quinze o número de mortos em decorrência do envenenamento por substâncias que há pelo menos duas décadas são proibidas em países da Europa e da América do Norte', alertou.

Nesta luta, os agentes de Saúde da Funasa foram contaminados ao longo dos anos por pesticidas usados pela extinta Sucam. Tinham contato direto com substâncias altamente tó-xicas como o Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT), Malation, Caltrim e Canition.



Alerta - A primeira denúncia de contaminação por DDT e Malathion, outro inseticida utilizado pelos soldados mata-mosquitos, aconteceu na década de 90, feita pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Sintsep-PA). Agentes de saúde da Sucam que trabalharam nas campa-nhas de combate e controle das diversas endemias manusea-ram constantemente os produtos químicos, sem qualquer proteção e orientação para uso ou cuidados preventivos.



O problema apresenta dois momentos que dizem respeito à relação causal entre a exposição aos produtos tóxicos e os danos à saúde dos servidores: o primeiro, que caracte-riza uma situação de total ne-gligência e imprudência por parte da Sucam à época, deve-se à ausência de capacitação profissional, a falta de equipamentos eficazes de proteção e a falta de exames periódicos nos servidores, além da inadequação de armazenamento dos produtos químicos. E ainda da indisponibilidade de serviços de medicina ocupacional e de segurança no trabalho.



O outro momento é o quadro atual: de doença dos trabalhadores, que estão hoje em situação de desassistência e baixa qualidade de vida, morrendo lentamente. Estudos especializados indicam que os agentes químicos que compõem o DDT são de grande periculosidade e de lenta degradação, podendo permanecer por muitos anos no meio-ambiente e no organismo dos seres vivos. No seres humanos, o DDT provoca traumas no sistema nervoso central, resultando em alterações de comportamento, alteração de equilíbrio, alteração da atividade da musculatura involuntária e depressão de centros vitais, como a respiração, esclareceu o deputado Zequi-nha Marinho.



“O que mais nos deixa chocado é a maneira como a Funasa, órgão do Governo Federal, vem tratando estes servidores'. Marinho destacou que tem informações que a Fundação Nacional de Saúde não cobre custos com o tratamento médico, não paga e-xame aos doentes que ainda não tem direito ao tratamento toxicológico correto e que poderia salvar-lhes a vida.



Funasa aciona Justiça para evitar

pagar direitos dos servidores



Ainda da Tribuna, Zequinha Marinho denuncia que a Funasa faz questão de apelar à Justiça, para evitar pagar direitos inalienáveis dos servidores que estão morrendo aos poucos “porque no cumprimento do dever dedicaram-se ao extremo arriscando a própria vida', explicou.



Quinze funcionários só do Distrito Sanitário de Conceição do Araguaia, no Sul do Pará, já morreram em conseqüência da utilização desses pesticidas, notadamente o DDT. De acordo com a denúncia e documentos que recebeu, o parlamentar listou as vítimas: Abel Conceição, Alagilson, Etevaldo Cavalcante, José Araujo dos Santos, Decocleciano, Benevaldo, José Candido de Sousa, Evandro, Alcindo, Eduardo, Welington Charles, Edilson Ferreira Caminha, Floriano, Francisco Jorge dos Santos e José Idemar da Cruz Oliveira, este ultimo apenas com 38 anos de idade, conforme certidão de óbito em anexo.

Com o uso continuado sem proteção devida, pois a Sucam na época, não fornecia qualquer equipamento de proteção pessoal aos seus funcionários, é que hoje eles sofrem as conseqüências do uso do veneno proibido.



Os sintomas são os mais diversos, como, por exemplo, suor excessivo, fraqueza, tontura, convulsões, irritabilidade, dor-de-cabeça, perda de memória e mais uma série de distúrbios neuropsicológicos. Mas os sintomas não param por aí. Há casos mais graves de funcionários da Funasa que tiveram problemas cardíacos, insuficiência respiratória, edemas pulmonares, sangramento freqüente no nariz, diabetes transitória, formigamento das mãos e pés, além de mais de uma dezena de doenças de pele, cólicas e outras como dores abdominais, entre outras seqüelas.



“É um terror o estado de desespero dos familiares que são obrigados a conviver com tanta dor e sofrimento de pais de família, servidores públicos federais, que no auge dos êxitos do combate a essas endemias, já foram carinhosamente chamados de soldados mata-mosquitos', condenou o deputado. “Graças a seu desassombrado trabalho, salvaram e evitaram a contaminação de milhões de brasileiros e turistas, que todos os anos visitam a Amazônia ou lá residem', salientou Marinho.



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